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quinta-feira, 9 de abril de 2009


Kiss faz show no Rio de Janeiro

show do Kiss na noite dessa quarta-feira na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, reuniu cerca de 14 mil fãs, de acordo com a organização do evento, que curtiram a apresentação de Paul Stanley, Gene Simmons e companhia durante 120 minutos.
A turnê Alive 35 celebra os 35 anos de sucesso dos mascarados que, como já é tradição, subiram ao palco com os rostos maquiados de preto e branco. O show começou pontualmente às 21h30, repleto de efeitos especiais, como fogos de artifício, barulhos de explosão, chuva de papel picado e muitas luzes.
Antes dos acordes começarem a ecoar pelo Sambódromo do Rio de Janeiro, uma imensa cortina negra com o nome da banda foi aberta. Era a deixa para o público começar a gritar "Kiss, Kiss, Kiss...". As luzes então foram apagadas e Paul Stanley conversou pela primeira vez com o público: "Ok, Rio. Vocês são os melhores!". Com o ego do público carioca afagado, Dance, a primeira música do repertório da noite começou a ser cantada. Os efeitos especiais com labaredas de fogo no palco contribuíram para esquentar a platéia. Ainda na canção de abertura, Paul, Gene e Tommy fizeram uma coreografia com seus instrumentos, divertindo o público.
Comunicativo com os fãs que foram prestigiar a apresentação, Paul conversou com a platéia por diversas vezes. Ao contrário da maioria dos artistas internacionais, ele preferiu não arriscar nenhuma palavra em português, sempre usando o inglês para o bate-papo. "Fazia muito tempo que não víamos vocês. Quantas pessoas estão aqui esta noite? Estão prontos para rock'n'roll?", provocou o líder da banda antes de prosseguir com o show. Ele ainda fez questão de brincar com o público da área VIP, testando qual parte da platéia era a mais animada.
Em Hotter Than Hell, uma das músicas mais festejadas do show, os quatro telões instalados no palco exibiam a sensual silhueta de uma mulher entre chamas. O clima estava tão quente que o baixista Gene Simmons cuspiu fogo no final da apresentação.
O clima estava agradável, mas a meteorologia acertou e a chuva começou a cair na Praça da Apoteose durante Parasite. Ela chegou com força, fazendo com que alguns fãs procurassem os poucos abrigos do Sambódromo carioca para se proteger da água. Os vendedores de capa de chuva aproveitaram o temporal que castigava o público naquele momento para vendê-las por até R$ 15. O aguaceiro durou cerca de 25 minutos, mas teve gente que não se incomodou. Pelo contrário, o show ganhou ainda mais empolgação. Enquanto alguns não paravam de pular, outros entoavam as letras cantadas por Paul Stanley. "Está chovendo muito, vocês querem ir embora?", perguntou Paul, para ouvir uma pronta resposta negativa da platéia.
O baterista Eric Singer fez bonito e conseguiu mexer com os fãs ao apresentar um longo solo durante 100,000 Years. Efeitos especiais com fumaça que saíam da bateria deram ainda mais brilho à exibição. Eis que mais uma vez Paul entra em ação para brincar com o público. Desta vez, ele mexeu com a rivalidade entre paulistanos e cariocas. "Ontem estivemos em São Paulo (vaias). Foi legal, mas vocês são número 1 (aplausos)", divertiu-se. Pouco tempo depois, em Let Me Go, Rock'n' Roll, ele brincou ao acariciar as nádegas e rebolar.
Outro momento inusitado aconteceu quando Paul fazia a introdução de Black Diamond, que precisou ser interrompida, pois alguém jogou um sutiã vermelho no palco, devidamente recolhido pelo próprio integrante da banda. A roupa íntima ficou pendurada no pedestal do microfone de Paul até o fim do show. A música, 14ª a ser cantada na apresentação e um dos maiores sucessos do Kiss, fez com que a platéia voltasse ao êxtase.
Porém, o ápice estava reservado para Rock And Roll All Nite, outro consagrado hit do Kiss. Fogos de artifício e chuva, desta vez de papel picado, deram um brilho especial ao momento. Todos cantaram e dançaram. Ninguém parecia sentir o cansaço de quase uma hora e meia de show. No telão, o refrão da música resumia bem o espírito do momento: "Eu quero rock and roll a noite toda e festa todo dia", traduzido para o português. E para encerrar esta fase do show, o momento tão esperado. Paul quebrou sua guitarra, fazendo o público ainda mais feliz. As luzes se apagaram, mas ainda não era o fim da história.
Outras cinco canções foram cantadas após os pedidos de bis. Os mascarados voltaram ao palco com a bandeira do Brasil. "Nós amamos vocês. Não querem ir pra casa? Então, vamos tocar algo mais", prometeu Paul. O quarteto tocou ainda mais alguns sucessos, como I Was Made For Lovin' You e Lick It Up. Antes de se despedir, Gene ainda surgiu com a boca suja de sangue durante Won't Get Fooled Again.
Detroit Rock City fechou a agradável noite de rock em temperatura elevada. Fogos de artifícios coloriram o céu do Sambódromo na despedida da turnê Alive 35 do Brasil, que nos próximos dias segue viagem pela América Latina.

Fonte: Terra.com.br

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